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Funcionários tinham o Coronel como um verdadeiro “pai”

A manhã desta segunda-feira foi bastante difícil para os profissionais, que só exaltaram lembranças positivas do ex-gerente de futebol leonino

(Foto: Williams Aguiar;/Sport Club do Recife)

Na manhã desta segunda-feira (19), no treino do Sport, no CT, o falecimento do gerente de futebol Coronel Adelson Wanderley foi bastante sentido. Um dia muito difícil para todos do Clube, sobretudo para os funcionários do futebol leonino, devido ao longo tempo de convívio.

Muito emocionados, os profissionais do Leão exaltaram o caráter e a honestidade do Coronel Adelson. Gratidão, respeito, e inúmeros adjetivos para elogiar a personalidade do ilustre rubro-negro. Lembranças sempre positivas que ficaram guardadas no coração de cada um.

Separamos o depoimento de quatro dos funcionários mais antigos, como o fisiologista Inaldo Freire, o preparador físico Edvaldo Tacão, e os massagistas Mema e Maviael. Todos revelaram sentir no Coronel Adelson a figura de um pai. Falecido na noite do domingo, o Coronel Adelson Wanderley tinha 74 anos e lutava contra um câncer.

Ele iniciou a sua história no Clube ainda na década de 70. O velório acontece na Ilha das 7h às 14h, e a cremação será às 15h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista. Confira os relatos dos profissionais rubro-negros:

Edvaldo Tacão, 19 anos de Sport

Conheci ele antes de entrar no Sport, por trabalhar com preparação física. Ele iniciou a preparação física em Pernambuco, e foi quem me puxou para o profissional, pois comecei meu trabalho na base. A partir daí começou a nossa trajetória no dia a dia. O que fica marcado é o respeito, o conhecimento que ele tinha. A gente sempre fala que ele era um pai nosso no futebol. Era muito sério quando tinha que ser e na hora de brincar brincava também. O mais importante é o respeito pela pessoa. Ele sempre era grato às pessoas que trabalhavam com ele. O meu sentimento não só para ele, mas para família, que conheço bem também. É um dia muito triste, não só à nação rubro-negra, mas para o futebol brasileiro, que perdeu uma grande pessoa, que é o que mais a gente valoriza. Vai deixar muita saudade, mas Deus vai nos confortar porque ele era realmente uma pessoa maravilhosa.

Maviael, 18 anos de Sport

Ele era sempre um homem muito correto, observava as pessoas. Vim para o Sport, há 18 anos, para a categoria de base e ele que me deu a primeira oportunidade no profissional. Lembro que ele me chamou e disse que eu era um menino bom, trabalhador e que ia trabalhar com ele no futebol. Era realmente uma pessoa muito séria, espetacular. Hoje agradeço a ele tudo que tenho na minha vida profissional, porque ele me deu uma grande oportunidade no profissional, me ajudou muito com conselhos, em como agir, porque trabalhar com futebol não é fácil. Só tenho que agradecer a ele.

Mema, 36 anos de Sport

O Coronel era uma pessoa muito sincera, gente boa e humilde. Se você soubesse levar o Coronel ia até o final do seu tempo. Assim como ele era, ele também gostava das pessoas sinceras, sempre me defendia quando os jogadores pegavam no meu pé com as brincadeiras. Ele sempre me protegeu muito dizendo “com Mema não”, sempre ficava do meu lado. É uma perda muito grande, infelizmente ele foi embora, e Deus vai guardar ele num bom lugar. Ele deixou muitas coisas boas no futebol, e vai deixar muita saudade. Aprendi muito com ele, devo muito a ele, pois me deu muita oportunidade. Sou muito grato a ele, mas infelizmente a vida é isso.

Inaldo, 22 anos de Sport

Usar qualquer adjetivo para o Coronel seria muito pouco. Eu realmente não teria palavras para descrever ele. Mas uma coisa resume para todos os funcionários que conviveram com ele: a figura de um pai. Ele realmente era um segundo pai para todos nós funcionários. Ele tinha um carinho de pai e não tratava nenhum dos seus filhos de forma diferenciada. Amava todo mundo igual. Tinha o mesmo rigor para todos nós também. Era rigoroso, sempre com o objetivo de colocar todo mundo para andar no mesmo trilho, na maneira correta de acontecer. Como pai era sempre muito protetor. Quantas vezes chegava no final do ano, nas indecisões que tomavam conta do coração da gente, e ele como um verdadeiro pai protegia todos nós, passava segurança. Sempre conservou todos que trabalhavam corretamente ao redor dele. Vai deixar uma lacuna, sinceramente é insubstituível. Um dos poucos que exercia a função de gerente, que está em extinção no futebol. Vai deixar saudade pelo convívio, e gratas lembranças. Passagens engraçadíssimas também. Esse homem que tem uma reputação que todo mundo sabe.

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